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Casamento

    
O casamento não se realiza ao acaso.

Almas comprometidas por múltiplas falhas e por quedas espetaculares, têm, no casamento, um novo encontro, sempre com a conseqüência de resoluções tomadas na vida espiritural.

Enquanto não disponham, porém, de educação espiritual necessária, serão os Mentores Espirituais que definirão as linhas a orientação do casamento necessário com a alma que mais lhe convém.

São eles, portanto, os patronos do casamento.

Aproximam, assim, via reencarnação, um novo mergulho no esquecimento da carne aos que necessitam de reencontrar-se sob o mesmo teto.

Levam os parceiros a se buscarem, no palco da Terra, para resgatarem suas dívidas de amor e, ao mesmo tempo providenciam aquelas outras almas que irão compor a escola familiar de que absolutamente carentes.

Amiúde, o reencontro com o parceiro ou parceira de vidas anteriores, fazem parte de suas experiências necessárias, notadamente quando há dívidas de afeto entre si e, por isso, esse casamento é quase um mergulho necessário em provações expiatórias.

Se, no entanto, o enlace é de almas que se purificam, temos, no casamento, almas que se unem para tarefas ou missões regenerativas ou santificantes.

Não há, pois, casamento ao acaso.

Os que se unem pelo casamento, realizam o que haviam aceito ou traçado para a sua atual romagem terrena, sob o amparo e vigilância de seus Mentores ou patronos espirituais.

As uniões são, portanto, felizes ou infelizes de acordo com o nível espiritual dos que se aproximam para a formação do lar.

O lar é cadinho de purificação.

Se houver, ali, conflitos decorrentes de nossa imaturidade espiritual, lembremo-nos de que um dia deveremos compreende-nos e tolerar-nos e quanto mais cedo isto se realizar, mais cedo teremos liquidado débitos na contabilidade da Vida.

Utilizemos, pois, a oportunidade presente para o ajuste necessário, a fim de não transferir para um amanhã desconhecido os reajustes afetivos a que fomos convocados nesta hora.

Os conflitos entre os casais denunciam, pois, acima de tudo, apenas a ausência do Evangelho no Lar.

O Evangelho nos dará tolerância e um sentido mais amplo de compreensão, de renúncia, de piedade, caridade e fraternidade legítimas.

Se Jesus nos convida a perdoar os nossos inimigos, fazendo o Bem a quem nos faça o mal - com isso Ele nos investe deveres do perdão incondicional dentro do lar.

Aceite que não somos tão virtuosos.

Assim, compreenderemos que, nos eventuais desencontros dentro do casamento, todos temos parcelas de culpa e ninguém é inocente por inteiro.

Perdoemo-nos mutuamente.
  

Roque Jacintho
Livro: Filhos, como educá-los - Na Visão Espírita

   

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